Alunos e professores realizam visita técnica a Ouro Preto/MG
Entre os dias 20 e 23 de novembro, alunos e professores dos cursos de Engenharia Civil e Técnico em Edificações realizaram visita técnica e cultural a Ouro Preto/MG. Durantes os dias de permanência na cidade, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer importantes museus, como o Palácio D´Ouro e Museu da Inconfidência, igrejas, cuja ordem de visitação permitiu compreender as fases da arte barroca, vivenciar uma cidade do século XVII e os desafios de compatibilização com a modernidade, experimentar a típica comida mineira, além de uma experiência do outro mundo, com uma caminhada assombrada pelos cemitérios da cidade, em pleno sábado à noite, e guiados pelo brilhante folclorista e escritor Marcelino Xibil.
Imagem 1: Mirante das Lajes
Imagem 2: Museu da Inconfidência
Imagem 3: Mirante do Palácio D´Ouro
Imagem 4: Igreja Nossa Senhora do Pilar
Imagem 5: Caminhada Assombrada com o folclorista Xibil
Foram dias intensos, de muita informação e longas (e penosas) caminhadas pelas históricas ladeiras de Ouro Preto, que reserva, a cada esquina, uma surpresa a ser vista, fotografada e, porque não, desenhada. Foi desenvolvida uma atividade artística e técnica com os alunos, que se consistiu em desenhar o chafariz da Igreja do Rosário dos Pretos, sem o uso de trena, apenas com uma escala gráfica, prancheta e papel. O resultado foi muito bom.
Imagem 6: Atividade de desenho do Chafariz do Rosário
Também houve o momento “ternurinha”, com recitação de poema que Tomas Antônio Gonzaga fez para sua amada Maria Doroteia Joaquina de Seixas, do livro Marília de Dirceu, pseudônimo de ambos, em plena Ponte dos Suspiros, local dos devaneios amorosos do casal, por parte do Prof. Ricardo Abdalla. Por pressão da plateia, a recitação foi repetida no palco da Casa da Ópera, teatro inaugurado em 1770, o mais antigo do Brasil ainda em funcionamento.
Imagem 7: Casa da Ópera
Foi muito oportuna a data da viagem, feriado da Consciência Negra, para uma cidade na qual centenas de milhares de escravizados foram submetidos a trabalhos forçados e condições degradantes de vida. Todos conheceram senzalas autênticas, inclusive com exposição dos instrumentos de subjugação e tortura, o que remeteu a uma profunda reflexão acerca do importante papel histórico desses escravizados na construção da riqueza material e cultural do Brasil, e que vem sendo sistematicamente apagada dos registros “oficiais”, a história escrita pelos vencedores.
Por oportuno, é necessário destacar o interesse e a participação dos alunos em todas as atividades propostas. O resultado da visita técnica foi excelente.
Redes Sociais