Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Visita Técnica

Alunas do IFSP de Caraguatatuba visitam Usina de Resíduos da Construção Civil

Publicado: Segunda, 11 de Março de 2019, 12h05 | Última atualização em Terça, 12 de Março de 2019, 10h08

No dia 22 de fevereiro de 2019, as alunas Cláudia Paulino e Urânia Cardozo do curso de bacharelado em Engenharia Civil no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Câmpus Caraguatatuba, realizaram junto à Profª. Drª. Vassiliki Boulomytis, uma visita técnica à Usina de Resíduos de Construção Civil (RCC) da empresa Beneficiadora MINERAIS ITUPEVA (BMI), localizada na Travessa João Pedro, n° 305 - Barranco Alto, Município de Caraguatatuba, SP.

 

Entrada da Usina de Triagem e Beneficiamento de RCC de Caraguatatuba, SP

 

Nessa visita as alunas e a professora conheceram a estrutura de funcionamento da usina, onde os gerentes Paulo Kenji Kubo e Robson Pereira Neto detalharam os processos de coleta, triagem e destinação dos RCC, além das dificuldades que atualmente ocorrem no sistema.

 

Área de separação dos RCC

 

Segundo os gerentes da usina de RCC, em Caraguatatuba os montantes de entulho com volume de até um metro cúbico (1 m³) devem ser levados aos "ecopontos". Já os montantes com volumes superiores devem ser destinados às empresas privadas de coleta de entulhos, os quais são conhecidos como “caçambeiros”. Esses são responsáveis pela destinação  à usina de RCC, para que sejam efetuadas a triagem e o beneficiamento dos respectivos resíduos.

 

Madeira e resíduos de poda após a trituração

 

No tocante à triagem dos resíduos, observou-se que há uma grande dificuldade em relação ao processamento de alguns tipos de materiais recebidos na usina, visto que, ao contrário do que se pensava, muitas caçambas não são compostas predominantemente por RCC, mas sim por restos de poda, móveis, pneus, entre outros. Outro fator complicador é a falta de conscientização dos munícipes quanto ao tipo de resíduo que se pode depositar nas caçambas já que, segundo Paulo Kubo, são encontrados diariamente muitos resíduos domésticos e até animais mortos, misturados aos RCC.

 

Sofás e colchões levados à URR

 

Durante a visita também foi levantada a possibilidade de firmar uma parceria entre o IFSP e a URR, a fim de desenvolver futuros projetos de pesquisa e aprimorar o gerenciamento dos RCC no município de Caraguatatuba.

No segundo semestre de 2018, as alunas cursaram a disciplina de Metodologia do Trabalho Científico (MTCE2), ministrada pela Profª Vassiliki. Em um projeto desafiador para os iniciantes no bacharelado em engenharia civil, os alunos formaram grupos de até três alunos e ao longo da disciplina realizaram um estudo teórico ou uma pesquisa aplicada sobre um tema escolhido junto a um ou dois professores orientadores. No final da disciplina, o propósito foi de escrever um artigo para a submissão em periódico de áreas afins. As alunas Cláudia e Urânia, junto ao aluno Leonãn Malaguti Ferreira, desenvolveram um trabalho relacionado à gestão dos RCC sob a orientação do Prof. Me. Samir Fagury, co-orientação da Profa. Drª Vassiliki Boulomytis e colaboração de Paulo Kenji Kubo. Atualmente o artigo que foi resultado do estudo está em processo de avaliação para publicação em um periódico nacional. A publicação poderá contribuir com futuros estudos em diferentes localidades, as quais possuem características semelhantes às do estudo de caso.

Apesar de estarem apenas iniciando o 2º ano de engenharia civil, as alunas vêm demonstrando muito interesse e maturidade para atuar nessa área, que é tão relevante para a gestão integrada a de resíduos urbanos e aprimoramento das políticas de saneamento, tanto em escala regional como nacional. Essas habilidades foram estimuladas ao longo da disciplina de MTCE2, comprovando a significância da mesma para a compreensão e elaboração de métodos científicos em processos aplicados de pesquisa e inovação.

 

Paulo Kubo, Cláudia Paulino, Urânia Cardozo e Profª Vassiliki Boulomytis  na URR (da esquerda para direita)

 

  Autoria: Cláudia Paulino, Urânia Cardozo e Profª. Drª. Vassiliki Boulomytis

registrado em:
Fim do conteúdo da página